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domingo, 12 de fevereiro de 2017

A música do Hino dos Açores foi composta por Joaquim Lima, um filarmónico de renome e regente de banda que então residia em Rabo de Peixe, durante as campanhas autonomistas da década de 1890, o Primeiro Movimento Autonomista Açoriano. 

Terá sido tocado em público pela primeira vez pela Filarmónica Progresso do Norte em Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel, a 3 de Fevereiro de 1894. Intitulava-se então Hino Popular da Autonomia dos Açores.




Ao longo dos anos, e em função da evolução política, o hino terá tido várias letras. Com a autonomia constitucional o Hino dos Açores foi oficialmente adoptado pelo parlamento açoriano e a sua música, com arranjo de Teófilo Frazão sobre o original, com letra da poetisa açoriana Natália Correia oficialmente aprovada pelo Decreto Regulamentar Regional n.º 13/79/A, de 18 de Maio.
Letra

Deram frutos a fé e a firmeza
no esplendor de um cântico novo:
os Açores são a nossa certeza
de traçar a glória de um povo.
Para a frente! Em comunhão,
pela nossa autonomia.
Liberdade, justiça e razão
estão acesas no alto clarão
da bandeira que nos guia.
Para a frente! Lutar, batalhar
pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
de um povo triunfal.
De um destino com brio alcançado
colheremos mais frutos e flores;
porque é esse o sentido sagrado
das estrelas que coroam os Açores.
Para a frente, Açorianos!
Pela paz à terra unida.
Largos voos, com ardor, firmamos,
para que mais floresçam os ramos
da vitória merecida.
Para a frente! Lutar, batalhar
pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
de um povo triunfal.