sexta-feira, 1 de setembro de 2017


No dia 30 de agosto, por volta das 14:50, ocorreu uma explosão hidrotermal na fumarola do Asmodeu, situada no campo fumarólico da freguesia das Furnas.

Segundo explica o CIVISA, uma explosão hidrotermal consiste numa explosão de vapor localizada que se caracteriza pela emissão de jatos de água e de vapor, de lama, e de fragmentos de rocha numa área com diâmetro variável, desde alguns metros a vários quilómetros. A explosão é causada quando a água aquecida em reservatórios geotérmicos rapidamente se converte em vapor quebrando violentamente as rochas encaixantes. Uma explosão hidrotermal não necessita de qualquer contribuição de massa ou energia diretamente do magma, distinguindo-se, assim, das explosões freáticas e hidromagmáticas.​

A Unidade Científica de Geoquímica de Gases do Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Riscos (IVAR) desloca-se esta quinta-fira, dia 31 de agosto, ao local para efetuar uma avaliação detalhada das emissões circundantes na zona envolvente. A equipa vai realizar uma amostragem das emissões fumarólicas, efetuar o levantamento de imagens térmicas e fazer medições do fluxo de CO2.

O IVAR/CIVISA adianta ainda que os valores de fluxo de CO2 nas estações permanentes que se encontram na área do Vulcão das Furnas (GFUR1 e GFUR2) não apresentaram oscilações significativas, tal como era esperado, dada a tipologia do evento.

Fonte: Diário da Lagoa